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17/05/2014, 41 notas.
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hrodrigues:

hrodrigues:

Do outro lado da rua havia uma loja de discos. O alto-falante tocava música pra mim. Tudo parecia tão calmo e tranquilo lá fora. Ficava ali parado, de pé, tentando lembrar o que poderia ter feito. Sentia vontade de chorar, mas não saía lágrima alguma. Era só uma espécie de tristeza, de náusea, uma mistura de uma com a outra, não existe nada pior. Acho que você sabe o que quero dizer. Todo mundo, volta e meia, passa por isso. Só que comigo é muito frequente, acontece demais.
Charles Bukowski  (via auroriar)
10/05/2014, 103076 notas.
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juipiter:

juipiter:

Ela faz cinema

slumdwellers:

 

Escrevo de uma forma

distante, sagaz.

Transformo minhas recordações.

Ela não.

Ela quebra o que tiver que quebrar,

e analisa da forma mais curta

tudo ao seu redor.

Ela não escreve, se perde

com as palavras. Ela faz

cinema, ela não cria histórias,

ela apenas observa tudo através

de alguma tela e fica com aquela vontade

de tudo aquilo, quem sabe, um dia existir.

Eduardo Alves, indeferindo.

— Não prometa.
— Qual é o problema em fazer promessas?
— Porque todos que prometem vão embora. Quem realmente quer ficar não precisa prometer nada, apenas fica e ponto. Promessas machucam, Chuck. As pessoas fazem promessas que geralmente não conseguem cumprir. Elas prometem porque sentem que podem surgir obstáculos pelo caminho, e eles precisam passar alguma segurança não só para nos tranquilizar, como também para tentarem se tranquilizar. Mas sabe qual a pior parte nisto? As pessoas costumam desistir nos primeiros obstáculos que surgem, é da natureza humana correr quando as coisas ficam difíceis. Por isto apenas fique, não prometa. Se tiver que ir algum dia, pelo menos não terá me dado esperanças. Tudo será menos doloroso, menos triste.
Os porquês de Amélia Roswell.   (via alentador)
07/05/2014, 137533 notas.
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Gosto de quem olha com doçura, nunca perde o encanto, esquece as desavenças e perdoa o que passou. Gosto de quem se arrepia com uma música, sente uma lágrima rolar com um filme e se alegria com uma lambida de cachorro. Gosto de quem sorri ao ver uma criança, de quemo, de quem entende que a vida é melhor quando a gente observa o que acontece com olhos inocentes.
Clarissa Corrêa.  (via eintausendneunhundertneunzigdrei)
07/05/2014, 2212 notas.
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silents:

untitled by Islay Rose on Flickr.

silents:

untitled by Islay Rose on Flickr.

Há um tempo em que é preciso recosturar, reformar, reavivar as nossas roupas usadas que tanto nos deram alegria quando novas e que hoje apesar de gastas continuam quentes, macias e confortáveis porque possuem o formato do nosso corpo. Não devemos esquecer nossos antigos caminhos só porque achamos que nos levam sempre aos mesmos lugares, devemos aproveita-los para encurtar a distância que nos levam a novos.
É tempo de travessia: temos que ousar em fazê-la para nunca ficarmos a margem de outros.
Fernando Pessoa.  (via eintausendneunhundertneunzigdrei)
07/05/2014, 1309 notas.
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derivings:

lazy butterfly by weloveunicorns on Flickr.

derivings:

lazy butterfly by weloveunicorns on Flickr.

Vamos, não chores. A infância está perdida, a mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou, o segundo amor passou, o terceiro amor passou. Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo, não tentaste qualquer viagem, não possuis carro, navio, terra. Mas tens um cão. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humor? A injustiça não se resolve. À sombra do mundo errado murmuraste um protesto tímido. Mas virão outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas. Estás nu na areia, no vento… Dorme, meu filho.
Carlos Drummond de Andrade. (via eintausendneunhundertneunzigdrei)
28/04/2014, 0 notas.
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Guarda um pedacinho
do meu coração contigo.
Fica com ele como prova de amor.
Cazuza. (via prestigiador)
28/04/2014, 332472 notas.
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Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Porque metade de mim é amor e a outra metade também.
Oswaldo Montenegro.  (via prestigiador)